domingo, 7 de junho de 2009

Sifrá e Puá ( Um lindo e esplendido exemplo)

“Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra Puá,dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá.
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes ordenara, antes conservavam os meninos com vida.Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com vida?
Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira chegue a elas.Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
Também aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu as casas.Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida..” Êxodo 1:15-22.


Introdução

O livro de Êxodo é conhecido como “O livro da Redenção” , podemos usar de uma interpretação alegórica e expressar algumas comparações com o Novo Testamento, como por exemplo: o livramento dos israelitas oprimidos do Egito é um tipo de toda Redenção, a severidade da escravidão no Egito é um tipo de mundo, Faraó um tipo de Satanás, Moisés um tipo de cristo, libertador. Na leitura de um livro cheio de acontecimentos bastante surpreendente, como foi as 10 pragas, encontramos duas personagens que aparecem sem serem muito observadas, porém muito importante para o desenvolver da história. Sifrá e Pua, com certeza essas duas senhoras não são as mais conhecidas personagens das Escrituras, nem mesmo do próprio livro do Êxodo. Elas exerciam a profissão de parteiras, por sinal uma das profissões mais importante e antiga da humanidade. As parteiras através da história foram perseguidas, combatidas e caluniadas. A mãe de Sócrates, um dos homens mais sábio da história da filosofia, era parteira, o próprio filósofo se inspirou na profissão da mãe para exercer o tão conhecido “Parto das idéias”. Sifrá e Puá eram as principais parteiras hebréias do Egito, nos tempos anteriores ao nascimento de Moisés. Não sabemos muito sobre elas, mas os seus nomes nos expira: Sifrá significa “beleza”, e Pua significa “esplendida”. De fato, deixam um lindo e esplendido exemplo para nós.


1. Um exemplo de Fidelidade. (v.15-17)

“(v.15) Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra Puá, (v.16) dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá. (v.17) As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes ordenara, antes conservavam os meninos com vida.”

A Fidelidade é o ato ou efeito de ser leal, firme. Em primeiro lugar notamos a atitude de Sifrá e Puá quando chegou a ordem cruel de Faraó, podemos imaginar tais mulheres conversando logo depois da chegada desta ordem, e decidindo ignorá-la por causa do seu temor a Deus e fé nele. Ter temor a Deus, não ter medo dele, é antes de tudo respeitar a vontade dele, é se afastar da nossa vontade e aceitar a vontade do senhor, que de acordo com a bíblia em Rm.12:2, a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Elas arriscaram a própria vida para fazer a vontade de Deus. Quantos nos dias de hoje buscam a Deus não pela a vontade de Deus, mas pela satisfação da vontade do ego.
Sifrá e Pua, nesta decisão de buscar a vontade de Deus arriscaram suas vidas, pois o Faraó era homem cruel, sem misericórdia, sem compaixão. A ordem era matar crianças inocentes, contudo, elas estavam decididas temerem mais a Deus do que ao rei.
É fácil dizermos, “confiamos em ti Senhor”, mais como agiríamos se estivéssemos no lugar das parteiras? Lembramos também de Daniel e seu amigos, enfrentando a morte sem cederem a seus princípios e fé em Deus. Foi devido a esta atitude de fidelidade até a morte que todas essas pessoas tem menção na palavra de Deus como heróis da fé. (Hb.11:33-34) ” os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros”.
Ver – Ap.2:10
O senhor Jesus ensinou seus discípulos sobre a necessidade de enfrentarmos a perseguição e morte com fé e coragem – Mat.10:28 e At.4:18-20.

2. Um exemplo de perseverança (v.18-19)

(v.18) Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com vida?
(v.19) Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira chegue a elas.


Perseverar é o ato ou efeito de permanecer firme, continuar constante. Talvez foi o que faltou a Pedro no momento em que começou a andar por sobre as águas. Ver – Mateus 14:28-30.
Mesmo quando o rei descobriu a desobediência de sifrá e Puá e chamando-as para prestar contas, elas não voltaram à trás afim de salvar suas vidas. Foi um momento de grande perseverança quando tinham que enfrentar o rei cruel e prestar contas pela desobediência. Naquela oportunidade explicaram ao rei, com toda a calma, que as mulheres hebréias eram diferentes.
- As vezes numa provação começamos bem, mostramos coragem e fé, mas com o tempo e pressão perdemos a perseverança e a fé em Deus. Pedro começou bem quando andou nas águas, mas quando lembrou dos ventos e das ondas, tirou os seus olhos do Senhor, afundou e terminou aquele dia como “homem de pouca fé”.
Quantas vezes você tem olhado para o vento e para as ondas? Quantas vezes você tem desviado os seus olhos? Quantas vezes você tem perdido a perseverança?
- Perseverança não é um dom especial que alguns recebe de Deus. Perseverar é um ato que Deus espera de cada um de nós, e ainda deseja cultivar em nós pelas provações que vem em nossas vidas.
Ver – Rm.5:3-4 / Tg.1:2-4.

3. Um exemplo de recompensa. (v.20-21)

(v.20) Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
(v.21) Também aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu famílias.

Deus não é devedor de ninguém e sempre recompensa a fidelidade e perseverança dos seus servos nesta vida e também depois. O grande problema do homem hoje é que ele quer ser recompensado sem serem fieis e sem perseverança. Veja a resposta de Deus para a desonra do homem: “honrarei aos que me honram, mas os que me desprezam serão desprezados” (1Sm.2:30).
Além de protegê-las das mãos do rei, Deus fez bem as parteiras, (v.20). Isto mostra que as duas mulheres tinham prazer por ver seu povo crescer e em ser parte nesta grande obra de Deus.
Também lemos: “lhes constituiu famílias”(v.21). Era o desejo ardente das mulheres hebréias ter sua família. Mesmo vivendo em dias perigosos quando a ordem do rei continuava ameaçando de morte os meninos, Sifrá e Pua tinham prazer, não somente em ajudar no nascimento dos filhos dos outros, mais em produzir suas próprias famílias.
A família era a maior recompensa que uma pessoa poderia receber de Deus. Ver – 1Sm.1 / Ana também viveu em dias difíceis, mas conseguiu o que desejava, um menino para servir ao Senhor.
- Vivemos em dias difíceis e o grande inimigo procura destruir a família. Os pais tem uma parte importante na luta espiritual para combater o trabalho de Satanás.


Conclusão


Não duvidamos que Sifrá e Pua também receberam suas recompensas eternas pela fidelidade e perseverança na terra. Já passou as suas lutas, elas estão gozando o descanso eterno. Combateram o bom combate, completaram a carreira e guardaram a fé. (2Tm.4:5-6)
Que essas duas pouco conhecidas servas de Deus possam servir de encorajamento para que possamos ser fiéis na luta até a morte, perseverantes em perigo e recompensados nesta vida e no dia eterno.


Pr. Sérgio Ricardo de Souza.

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